13 novembro, 2017

Hoje, perdido, em meus braços me encontrei.
E depois de suas palavras nunca me senti tão só.
Como é que pode alguém ser tanto e ao mesmo tempo nada?
Quando atualizei a caixa de entrada e vi ali seu nome,
Só coube a mim controlar o coração, pois as lágrimas...
Partiram antes que eu percebesse.
E ali, lendo você, senti que sou seu refém.
Logo depois, na escadaria, do seu lado,
Percebi o quanto ainda me move, o sentimento por você.
Mas depois de friamente me abordar,
Sem ao menos considerar que você doía aqui,
Decidi que estar só não é estar perdido

E que entre meus braços está o melhor lugar para me encontrar.

01 outubro, 2017

Não espere que eu vá me entregar assim
Criei casca grossa nesse tempo que vivi
Ontem mesmo abri os olhos e bem vi
Que entre todas as palavras que diz
Existem subentendimentos e ouvi
E entendi muito bem que não está aqui
Depois daquela noite quando me despi
E percebi que não preciso esperar de você
A mesma nudez que vem de mim
Talvez seja certo que se vá
E deixe que eu me vista mais uma vez
E proteja minha pele com frias vestes solitárias

Que hoje cedo teci na premissa de um fim

27 setembro, 2017

Nas suas falhas percebi

o homem incrível que é
Você ainda dói em mim, mesmo tendo certeza de que não te amo mais (será?)
E voltar para casa, com o peso do fracasso, é a forma mais cruel de reviver você
Não deu tempo de te desconstruir aqui, nossos planos permaneceram vivos
Em cada rua que passamos ou lugar que visitamos, tudo tem você e seu sorriso
E no combo, nossos sonhos afogados em incertezas e presos de diferentes maneiras
Não sei como me desfazer desses pedaços seus que deixei em cada canto daqui
Pois não é ruim reencontrar essas lembranças quando retorno a Goiânia
É um pouco sofrido, na verdade, e uma tarde de domingo não tem o mesmo sentido
Mas ainda sim não consigo apagar nada que nos pertenceu e a forma como tudo se deu
O banco do primeiro beijo carrega o mesmo frio na barriga de te encontrar (16/08/2015)
O apartamento com minhas coisas e onde suas malas ficavam (no canto perto da tomada)
A cama e seu lado preferido de dormir que nunca consegui ocupar (o esquerdo)
O chuveiro onde nos encontramos várias vezes no aperto, dentro de abraços (ou no sexo)
O espelho onde se arrumava toda vez e por reflexo eu te observava se vestir (e despir)
O estacionamento onde sempre brigávamos por sua péssima mania de não me ouvir
De fato, você era horrível ao estacionar, mas me conduzia perfeitamente bem
O mercado que fazia seu nhoque preferido e que eu sempre comprava na sua falta
E na cozinha ao comer, me lembrava de você, ali em pé com um copo de leite (nunca com café)
Evitando fazer bagunça naquela cozinha minúscula que mal cabia nossa companhia (1x/mês)
E depois de quase dois anos tudo isso permanece intacto em mim (um pouco apagado)
Cada detalhe que construí, cada mania que convivi (mas que no fundo odiei, nem sempre respeitei)
E hoje decidi que voltar vai me fazer bem e sem medo de te perder de vez (pois você já o fez)
Poderei te desconstruir em mim, parando de te reacender a cada vez q venho aqui
Para poder me dar espaço e renascer dentro desse turbilhão que foi você (um furacão)
E arrastou de mim a coragem de seguir, me deixando apenas com medo (inseguro)

De nunca mais ser tão importante para alguém como fui para você (no seu dizer).
E hoje, há 12 horas de casa
Sinto todo o fracasso sobre as costas
Correr foi uma opção bem saudável
Ficar já não era mais suportável
E sobre isso e qualquer outra questão

Sinto que cresci
De todo peso que ganhei, culpo o ódio que me alimentei
As inúmeras culpas, o assédio e as frustrações que vivi aqui
Ir para casa é comer comida boa, temperada, como sonhei

E no prato que me espera, não mais dor, agora há pequi
Da terra de onde vim
A vegetação é diferente
O povo chama de cerrado

Mas eu chamo de sorrisos

13 agosto, 2017

No fogo daquela noite me perdi no seu olhar, que dizia ferozmente a fome que sentia de mim. Nas chamas que dali me atraiam, me envolvi e me entreguei, pois seu domínio era o que me supriria. E pós abstinência de você, pouco importava me conter. Solto de mim, mas preso em seu corpo, num ritmo libidinoso, dancei aquele som que aprendi com você. Suas mãos ainda perdidas em mim, encaixavam-se aos poucos nos vazios do meu desejo e  preenchiam cada espaço mal elaborado em mim. E desses espaços inabitados por mim, surgiram ondas de arrepios que passaram a me controlar. Mais uma vez, me perdi no espaço e meus limites se confundiram com os seus, quando em mim se meteu e sorriu.

09 agosto, 2017

Sentado no bar, pensei em você. Mas não pense que bebi, pelo contrário, me embriaguei de você. E sem conseguir conter, lágrimas começaram a escorrer. sem poder disfarçar, pedi tequila e disse que era de amor que eu chorava. Pois depois de bêbado, poderia, sem medo, desabafar.

22 junho, 2017

Foram falas de filmes e fotografias
sobre escuro, claro e amor
no meio tempo de abrir ou não
de manter fechado ou sorrir
me vi jogado em campo macio
que tomava meu corpo 
que nada sutil se entregava
àqueles olhos castanhos
que ali de perto me comiam
e diziam certos do que viam
o tesão que me consumia

27 maio, 2017

E se você puder
Um outro dia 
Em qualquer lugar
De novo, me abraçar
Irei sorrir sem parar!