31 dezembro, 2010

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     Eu quero que apareça um coelho, para que eu o siga e caia em um mundo mágico, diferente, onde eu seja normal, que ninguém me veja de outras formas, apenas como sou; pode ser que eu cave um buraco e chegue ao Japão para adquirir experiência, conhecer lugares novos, voltar com os olhos puxados, ou então eu pegue um avião, e o pilote sozinho até uma ilha deserta bem no meio do Pacífico, e que uma onda bem grande me leve pro fundo do mar, e lá nadarei com outras espécies adquirindo conhecimento, chegando onde nenhum outro humano chegou, ganhando um escamoso par de nadadeira. Bobagem, prefiro construir um Foguete, nomeá-lo de Bolha e ir além do que conhecem. Outras galáxias, novos planetas. E quem sabe fazer morada por lá. Construir minha casa, com um jardim grande, balanços, uma árvore gigante que dê muitos frutos,  e debaixo dela ascender uma fogueira, comer marshmallow até encher, refrescar a cabeça, deixar que a brisa leve todo o peso e fique somente a boa sensação. Ver as estrelas como nunca vi, sorrir com cometas. Laçar meteoros e embarcar em longas viagens...

21 dezembro, 2010

   Eu esqueço de viver quando me preocupo com os outros; acontece que a felicidade das pessoas que amo é o suficiente pra me fazer parar de chorar.


20 dezembro, 2010

     E os livros que comprei, estão guardados, esperando que eu tenha compromisso em lê-los. Enquanto o tempo passa, eles amarelam, e deixam de ser comentados, os clubes de livro, deixam de valorizá-los. Acontece que não me interessam tanto. Os que ajudei a escrever, ficam de capa fechada. Apenas, não me dão gozo.


19 dezembro, 2010

    Me engano do que falei, do que critiquei. Volto atrás, desculpo-me com as consequências.  Envolvo-me no arrependimento do que pronunciei. Eu só queria ser alguém que não sou. Perdoem-me por usar suas fraquezas, fazendo delas o alicerce da minha força.

17 dezembro, 2010

     E o que posso dizer, sendo que não tenho experiência de vida, não vivi o necessário, não senti o suficiente, para dizer o quanto sofri. Só sei que tenho idade para amar, e errar, principalmente para ser julgado, sem mesmo que saibam o que realmente sou, o que sinto, o que vejo.  Não sou bobo como fui durante minha infância, enganado facilmente. Eu vejo os olhos que me cercam, que têm raiva de mim e quem me deseja o pior. Só que finjo, sei atuar e falsamente amar. 

16 dezembro, 2010

Viva

     Quebre seus limites, esqueça das regras, seja invisível ao menos uma vez, deixe tempo pra si. Invente mentiras, imagine seu castelo, pense em sua coroa. Quebre espelhos, rasgue roupas, perfure todo seu passado de agonia. Deixe ar novo entrar, abra as janelas, veja os raios de sol iluminar, e surgir sua sombra. Lembre-se de pequenas coisas, não se esqueça das brincadeiras, de subir em árvores, invadir construções. Leve choque, derrame água, queime a comida, lambuze-se de chocolate. Bagunce. Derrame sorvete na roupa, queime a língua com café, peide no meio dos outros, arrote, não tenha vergonha. Faça disso tudo a sua comicidade. Coloque cueca na cabeça, faça caretas em frente o espelho, cante músicas ridículas, pule no sofá, dê mortal na cama, bagunce todo o guarda roupa. Mude de canal sem parar, pirrace, grite dentro de casa, seja um super heroi, apague e ascenda a luz. Banhe na água gelada. Ande pelado, descabelado, use a pantufa do natal passado. Seja apenas quem você quer ser, ignore os outros, os maus olhares, jogue tudo pro ar. Pregue coisas na parede, fale com vozes estranhas, grampeie seu dedo, corte, veja sangue. Tire fotos, observe o mundo. Faça bolhas, estore-as. Admire o céu, veja os desenhos que se formam. Coloque suas músicas no último volume, liberte suas asas e flutue, vá longe, crie seu futuro, deseje paz, sonhe com amores, sinta a última gota de chuva do ano.



12 dezembro, 2010

"Ofusque-se um pouco, deixe que as estrelas brilhem. Deixe que reparem-nas. Dê a si um pouco de escuridão."

09 dezembro, 2010

    Estou cansado, exausto, de ver uma sociedade ainda machista, ignorante, homens ainda não podem ter amigas?
    Pelo amor de Deus, parece que o progresso não está fazendo melhoras, mas fazendo com que as pessoas se tornem cada vez mais  retrógradas. Por Favor Sr. conservadorismo suma, desapareça de nossas vidas.
    Deixe-nos viver conforme queremos, sem julgamentos, designações. Apenas vá embora, desapareça em meio a história.

26 novembro, 2010

MEU SONHO REAL.

     Pão de queijo bem cedo na sala de aula, delícia, só que é proibido; mas tudo secreto é melhor!
     Dia 06 de setembro de 2010, que tedioso, que vontade de dormir mais um pouquinho, com meus travesseiros de nuvem, na minha cama piscina. Mais ai bem no somo bom, o barulhento celular velho me azucrina as orelhas dizendo:
__ Acorda Alexandre, você vai se atrasar!
      E aquilo me fez lembrar um dia de prova no qual nem queria existir. Por que a Terra do Nunca não existe?
     Chegando à escola vejo meus amigos, aquele cansaço e a maldita ressaca vão embora. O que os amigos não fazem não é mesmo? São tantos para cumprimentar, tantas para abraçar... Sou que nem bombom (todos gostam); eu acho.
     Subindo, digo logo aquele BOM DIA para os colegas, abro a janela e começo espiar o que ocorre por detrás da escola, é tão bom!
   “Deitado eternamente em berço esplêndido ao som do mar e a luz do céu profundo...”. Hino? Ninguém cantou, risadas pra lá e prá cá, interpretações contemporâneas e nossas paródias idiotas.
     Ai vem português, Biologia, Geografia, ansiosamente espero o sino bater. Quando o sino toca, como soa bem aos meus ouvidos... As escadas viram tobogãs de marshmallow, que levam a um oceano de confetes, onde centenas de bonecos de alcaçuz estão afundando.
14, esse é o número. Logo encontramos a Morangolight para passar o pequeno, mas imenso recreio.
Primeira missão: pegar balinhas na bolsinha da Natália;
Segunda missão: rir muito, muito;
Terceira missão: pegar quantas maçãs puder na cantina;
Quarta missão: rir mais do que antes;
Quinta missão: metralhar a garota das três cinturas (ela é pior que veneno).
     Tapem-me os ouvidos, o sino bateu! Como subir pelos marshmallow, e entrar naquela sala que mais parece um forno? Eu o frango e os demais as batatas.
     Eu conto 1, 2, 3 e “voi lá”, eu entro de volta naquele forno, onde vale mais a falsidade do que uma conversa sincera. E ele só vai esquentando, vai 180°, 200°, 250° e 300°. É o limite, eu saio de um extremo da sala e atravesso todos os obstáculos, luto com a Lady Fresca – eu tento derrotá-la, ela vem com seus super poderes, concebidos pelo salto alto, porém, eu uso a cabeça – e consigo chegar ao outro lado da sala. Só farra!
   Aquela rodinha se formou, conteúdo é o que nunca faltou, falas cultas e filosóficas, pensamentos marcantes. Grandes nomes do pensamento teórico daríamos.
Enquanto raciocinávamos um estrondo ouvimos... Um desmaio estranho, duro e merecedor de pequenas espiadelas. “Eu vou cair e desmaiar” (eu entendo).
      Corrimão e cama elástica são minhas diversões na sala de aula! “Ki legal” esta ali todos os dias!
      Bola de vôlei na mão, hora de sacar; saco uma, saco duas, três, quatro, cinco vezes... Mas como sempre alguém tem que perder, infelizmente perdemos, mas nem importamos somos profissionais da Seleção Brasileira!
     Saí correndo, subi aquela escada que parece gigante quando estou com pressa, o sino bateu e eu já havia pegado meus materiais. Desci e fui em direção aquele libertador portão verde. Despedi-me de todos, atravessei a rua e segui rumo a minha casa, mas não resisti, fiz como sempre, desde o meu primeiro ano ali, olhei para trás vi aquele grande muro alaranjado e fui embora, pois, a minha tarde seria longa, ou melhor, minha soneca seria longa... Visitaria meu reino, para acompanhar a ampliação de 20 suítes no castelo, e também passear com minha rainha e filhas pelo lago, apreciar nossa floresta e esperar que num futuro breve toda a magia dos corações possam contagiar o planeta e fazer com que além daquela grande montanha surja um novo mundo com muita harmonia.