26 novembro, 2010

MEU SONHO REAL.

     Pão de queijo bem cedo na sala de aula, delícia, só que é proibido; mas tudo secreto é melhor!
     Dia 06 de setembro de 2010, que tedioso, que vontade de dormir mais um pouquinho, com meus travesseiros de nuvem, na minha cama piscina. Mais ai bem no somo bom, o barulhento celular velho me azucrina as orelhas dizendo:
__ Acorda Alexandre, você vai se atrasar!
      E aquilo me fez lembrar um dia de prova no qual nem queria existir. Por que a Terra do Nunca não existe?
     Chegando à escola vejo meus amigos, aquele cansaço e a maldita ressaca vão embora. O que os amigos não fazem não é mesmo? São tantos para cumprimentar, tantas para abraçar... Sou que nem bombom (todos gostam); eu acho.
     Subindo, digo logo aquele BOM DIA para os colegas, abro a janela e começo espiar o que ocorre por detrás da escola, é tão bom!
   “Deitado eternamente em berço esplêndido ao som do mar e a luz do céu profundo...”. Hino? Ninguém cantou, risadas pra lá e prá cá, interpretações contemporâneas e nossas paródias idiotas.
     Ai vem português, Biologia, Geografia, ansiosamente espero o sino bater. Quando o sino toca, como soa bem aos meus ouvidos... As escadas viram tobogãs de marshmallow, que levam a um oceano de confetes, onde centenas de bonecos de alcaçuz estão afundando.
14, esse é o número. Logo encontramos a Morangolight para passar o pequeno, mas imenso recreio.
Primeira missão: pegar balinhas na bolsinha da Natália;
Segunda missão: rir muito, muito;
Terceira missão: pegar quantas maçãs puder na cantina;
Quarta missão: rir mais do que antes;
Quinta missão: metralhar a garota das três cinturas (ela é pior que veneno).
     Tapem-me os ouvidos, o sino bateu! Como subir pelos marshmallow, e entrar naquela sala que mais parece um forno? Eu o frango e os demais as batatas.
     Eu conto 1, 2, 3 e “voi lá”, eu entro de volta naquele forno, onde vale mais a falsidade do que uma conversa sincera. E ele só vai esquentando, vai 180°, 200°, 250° e 300°. É o limite, eu saio de um extremo da sala e atravesso todos os obstáculos, luto com a Lady Fresca – eu tento derrotá-la, ela vem com seus super poderes, concebidos pelo salto alto, porém, eu uso a cabeça – e consigo chegar ao outro lado da sala. Só farra!
   Aquela rodinha se formou, conteúdo é o que nunca faltou, falas cultas e filosóficas, pensamentos marcantes. Grandes nomes do pensamento teórico daríamos.
Enquanto raciocinávamos um estrondo ouvimos... Um desmaio estranho, duro e merecedor de pequenas espiadelas. “Eu vou cair e desmaiar” (eu entendo).
      Corrimão e cama elástica são minhas diversões na sala de aula! “Ki legal” esta ali todos os dias!
      Bola de vôlei na mão, hora de sacar; saco uma, saco duas, três, quatro, cinco vezes... Mas como sempre alguém tem que perder, infelizmente perdemos, mas nem importamos somos profissionais da Seleção Brasileira!
     Saí correndo, subi aquela escada que parece gigante quando estou com pressa, o sino bateu e eu já havia pegado meus materiais. Desci e fui em direção aquele libertador portão verde. Despedi-me de todos, atravessei a rua e segui rumo a minha casa, mas não resisti, fiz como sempre, desde o meu primeiro ano ali, olhei para trás vi aquele grande muro alaranjado e fui embora, pois, a minha tarde seria longa, ou melhor, minha soneca seria longa... Visitaria meu reino, para acompanhar a ampliação de 20 suítes no castelo, e também passear com minha rainha e filhas pelo lago, apreciar nossa floresta e esperar que num futuro breve toda a magia dos corações possam contagiar o planeta e fazer com que além daquela grande montanha surja um novo mundo com muita harmonia.