20 dezembro, 2011

"Posso descrever meu apego a tudo, simplismente por gostar das coisas que me fazem lembrar do passado. Pegar um brinquedo, uma carta e criar um elo com o tal, voltando hora, dia e ano. Não corro das memórias, sou daqueles que querem tê-las como companhia, sempre."

19 dezembro, 2011

Procurei um predicado, mas foi impossível

            Mais um ano escolar se passou, mais lágrimas são contidas (apenas no primeiro parágrafo, após isso, terei que me secar), talvez por não querer aceitar que cresci e que tenho que seguir em frente. A hora de dar mais um passo rumo a incerteza, a saudade. Aproximar-me cada vez mais da distância, criar elo com a falta, que não esperava sentir tão rápido.
             Lágrimas já estão caindo. Diferentes sentimentos, sensações. Alegria – por ter conhecido maravilhosas pessoas -, tristeza – por deixar um lugar que fez parte de mim por sete anos – e outras coisas mais, as risadas, as brincadeiras, os amores, as brigas, tudo vai ser pra sempre, lembranças intensas.
            Eu era apenas um garoto assustado, e mais gordo eu acho, quando me matriculei no melhor colégio da cidade. Aquele com grandes muros laranjados e altos portões verdes. Dirigido pela famosa Irmã Lenice, uma freira da Congregação Escravas do Divino Coração, que segundo algumas pessoas, implantava o terror. Mentira, tenho grande admiração por ela. É difícil manter a ordem de um colégio por tanto tempo. Pra você, um grande abraço.
            Com o passar de algumas semanas me senti melhor. Os primeiros dias que deveriam ser os piores, não foram, me acostumei rápido. Logo não me sentia tão pequeno. Fiz amigos, reencontrei alguns. Quer melhor?
            Lembro-me bem das ótimas aulas da Inalda, que me ensinou português e corrigiu minhas primeiras redações. Suas aulas de fora da sala, sempre inovando, das histórias que contava... Tia Geni e suas contas. Luzia e seus desenhos sobre datas comemorativas. Foram ótimas experiências. Tenho com grande estima.
            Meus primeiros amigos, aqueles que eu tinha ciúme, fazia provas e não aceitava partilhas. Como irmãos... Allef, Paula, Juvânia, Aline, André... Não há como deixar para trás os dias de quatro aulas, os quais aproveitados para “velar” os amigos. Sim, foi irônico, mas na época era engraçado.
            Uma vez, minha turma vaiou uma professora antes do sino do recreio, ela nos deixou dentro da sala e ainda nos vaiou de volta. Ri descontroladamente, dela sozinha tentando revidar. Só que havia bons alunos na sala, assim como eu, e fomos liberados, quase no fim, mas fomos.
            As aulas da Neusa, tia Nilva – tínhamos um caderno só para desenhos e era aula de ciências. Tipos de caule, raízes, os reinos e a pirâmide alimentar -, cantar Louis Armstrong nas aulas da Eliane? Comédia. “I see trees of green, red roses tôo”.
            Algumas brigas também ficaram marcadas, principalmente as de meninas, os puxões de cabelo... Nós éramos bons e separamos todas – nunca foi preciso, gritávamos incentivando e elas paravam por cansaço.
            Mais natais e viradas de ano, turmas novas, amizades novas. Conselhos de clase que me gelevam, fui perdendo o medo e soltando a língua, conversava o tempo todo. As paredes são testemunhas. Idas à xerox somente pra passear pelo pátio. Isso fica aqui, nenhum professor imagina isso de mim. Eu espero.
            Épocas de Rebelde e Naruto, não eram ruins. Chatas eram as aulas da “Mãe dos Sete Monstrinhos”. Alguém lembra?
            Boas gargalhadas com os teatros da Ronise, a gritaria nos corredores, os tombos na escada, que fazem parte afinal. Nossas gincanas da Paz, desde o 9º ano da equipe branca. Durante quatro anos torcendo muito e é óbvio, vencendo.
            Victor, um grande professor, cujas aulas levarei pra toda vida. O quanto me estressou, até me desenhar pra explicar matéria ele foi capaz.
            A máfia da sala 15, os apelidos engraçados – mandiocão, pepino e cenourão, não é Taisa? As histórias da fuga do hospício com a Thaís, queijo e presunto, e a mentora Ludimila. As seis inseparáveis amigas, que sempre lanchavam no Minas Gerais, fora quando levavam lanche pra o colégio nos deixando com vontade – Bell "doce igual Mel", Malú, Daiane, Iza, Laiane e Caroline.
            E como sempre, existem as despedidas, não é mesmo Matheus? Quanta falta você faz! Agora nem me importo mais quando me chamam de pão-de-queijo, mas quando ele começou com isso, eu ficava revoltado.
            Enfim o ensino médio, estudar cedo e poder comprar pão recheado (de tarde era só sonho). Acho que muitos tinham essa vontade. Começava então a necessidade de amadurecer, já estávamos no 1º ano, grande avanço, mais dois anos e faríamos vestibulares. Saudade das encenações da Marcella, da Idelma nos chamando de Tico e Teco. A Gabriela Pelica Lis Village Lemes metida e a Ariane risonha – era o que eu achava.
            O castelo formado por luz e neblina. Invenção da Izabella. As brigas com a Camila e com a Aline, que chegava estressada e nos ignorava.
Eterna mesa de xadrez que sediava os ensaios, tombos, trabalhos, confraternizações de fim de ano e bagunças.
Conversas com a Ludi. O grupinho do Alexandre, otários da turma G, passalaruzinhos, vadiengos, bobagentos... Raianny, Samara, Verônica, Juliana, Marcelo, João Lucas e Marlene, são mais alguns tatuados em minha vida.
As Marias da minha sala, Vanessa, Janaína e Thaiene. Os Cuzões João, Pedro, Gabi. A leiteira (Laís) e o Bem-te-vi (Paulo). A Polly Pocket. Mari Goulart e Shallang. Fernando, Sthefanny, Camilla e Ariane. Ana Carolina, que me  azucrinava. Como descrever todos vocês? Não é possível, as lágrimas não deixam. Tudo acabou, não vou rir com vocês, muito menos vê-los com tanta freqüência.
O terceiro ano vai ficar marcado, foi tão bom, nossos trotes, as perucas coloridas, os brinquedos, os meiões. A turma unida e desunida, tudo ao mesmo tempo. Com brigas e sem brigas, alegre ou triste, nunca perdia a piada. Pessoal do fundão, o Vitor bobão. Anas Carlas Alves, os Gustavos, Castro e Pinto, minha Karhen Portilho, fanática por gatos, Dulce e F.r.i.e.n.d.s. Karitinha, minha amiga desde os 6 anos. A Cadelinha de Madame (Karol) e o Joelson que me chamava de Pooh. Eu quero voltar e ter mais dias com vocês, apenar rir mais.
Foram tantos momentos... Como por pra fora tudo que está me engasgando?
Um colégio que influenciou na construção da minha personalidade, do meu caráter, que acabou com o garoto emotivo, em partes, e ensinou que nem todos são amigos, a maioria, colegas. Lições jamais esquecidas. Minha segunda família.
E agora o que farei sem acordar todos os dias cedo, vestir meu uniforme, olhar meu horário, ir pro Jalles?
Por que tudo passou tão rápido? Coisas que eu queria que durassem a vida toda. As aulas de crônica com a Patrícia, que se tornou grande amiga. Nosso professor Manuel, sempre engraçado e a Preta, toda séria, porém divertida. Aulas no laboratório de química, a explosões de ovos. As fotos com nosso amigo esqueleto.
Quanta falta fará Jalles Machado! Se eu pudesse reviver tudo, não me arrependeria de nada, pois foi onde cresci, onde passei grande parte da minha vida de 16 aniversários. Não quero deixá-lo, de forma alguma, quero agarrar-lhe bem forte e levá-lo comigo pra onde eu for, sem ouvir os outros. Não quero seguir em frente, não estou preparado, o futuro me pegou de surpresa e agora, o que menos quero fazer é viver de lembranças. Adeus grande amigo, sentirei sua falta.

18 dezembro, 2011

Lua e Sol / Sol e Lua

Se a poesia pudesse realmente se tornar concreta
Coisa que não acredito muito,
Pois sentimento nenhum o é,
Eu queria que ela fosse LUA
Lua cheia, de preferência.
Sei lá, por quê.
Pelo seu encanto, talvez...
Visto que, quando olho para ela
Parece que agarrou o brilho das demais estrelas
Somente para mostrar o seu
Não acho egoísmo de sua parte
Acredito que seja graça divina, dom,
Capacidade de abraçar o novo.
Assim, são algumas pessoas
Não deixam que as luzes do saber passem em vão
Captam com tamanha sabedoria
Que transpõe de LUA para SOL
Então passam a oferecer esta luz
A quem dela carecer.
Não se apalpa sua luz
Por isso é poesia, um tanto abstrato
Mas se sente a luz, o seu calor.
Aí sim, se torna concreto
Esse é o seu segredo:
Raio que aclara x calor que aquenta. 
 
Dedicado ao meu aluno Alexandre Sampaio 
( 18.12.2011)
Patrícia Nara

14 outubro, 2011

Delicada Pelica

Sonhando e guiada por libélulas,
com asas da liberdade,
sobrevoa ao amanhecer,
jardins de tulipas azuis.

O perfume de camélias
mistura-se a brisa,
que entra pela janela aberta.

Nº 5 sobre a cômoda,
esmaltes, meias calças penduradas.
Flor de lis no criado, ao lado, croquis.

Como Monroe, deperta-se a bela moça
de sorriso marcante, porém, negras madeixas.
De futuro estilístico e visão perspicaz.

24 maio, 2011

Adolescência


Fechado,
Com dores e amores, indecifrável.
Sem manifestações, antes frio e um pouco ruim
Agora, surgem palavras
            sorrisos, a mente se abre
Amadureceu, sem ver, nem sentir.

16 maio, 2011

    Não preciso estar dentro de um "grupinho" pra me sentir bem e amado, pois existem pessoas de lugares e culturas diferentes que demonstram o amor que tem por mim do seu jeito. Pessoas que não me obrigam usar palavras corretas, parar de arrotar, usar roupas caras, que não tiram minha originalidade, mas que apenas me deixam ser feliz da minha forma.

29 abril, 2011

A dois

Inúmeras são as facetas do amor.
As vezes, obscuras como o inalcançável universo
É como perde-se no outro
E ganhar em prazer
É como enlouquecer com a doença que diz que é o amar
Numa dessas faces eu me perco, me entrego, me alimento
Delirando sem medo, deixando-me levar por imagens distorcidas
De alguém que acelera minhas pulsações
Que aquieta meu coração, alma que clama
Não peço que somente segure minhas mãos
Quero que me carregue me proteja
Eleve-me, deixando me ver seu brilho, mergulhar no teu espírito
Vou ficando suspenso pelo ar, mal consigo respirar
Tirando-me desse mundo, seduzindo-me com sua voz, com seu olhar efervescente
Vem e causa sensações, esquenta a chama da paixão
Algo sobrenatural, que me faz esquecer quem eu sou
Parecendo que vivo em você
E você vive em mim, o que já é fato certo e irreversível
Quero te dar o mais bonito poema de amor
As melhores palavras, selecionadas com peculiaridade
Perto da lua, desfaleço sozinha
Meus caminhos errantes me distanciam de você
Me levam a abismos que tentam me puxar...
Amor, que outrora era faísca, agora é fogo que consome
Invade o peito, cura a alma
Mas aparece e logo some
Uma trama irreversível
Vivo o drama de não poder te ter
Tentar tocar seu delicado rosto, seus traços perfeitos
Coração partido e vazio
Não resta nada de mim se não houver você
Um sentimento mudo que me emudece ao te ver
Suspenso vou vivendo, buscando um aconchego
Não preciso de muito pra ser feliz
Nem de tantas palavras pra te convencer, talvez um beijo...
Que a vida é passageira, eu assumo
Mas esse meu amor não pode ser
Pra não te perder de vista,
Escondo-me dentro de mim
Mas não há motivos pra fingir
Se quando fico comigo mesmo, só existo com você
Fico totalmente sem aliteração, minhas palavras saem desordenadas, 
Sem rimas, sem sentido, empobrecidas.
Sem você viro aquarela sem cor
Jardim sem flor
É como perder o chão e ainda o tê-lo abaixo dos pés
Se te escrevo é por medo de olhar em seus olhos
E não ver o sentimento recíproco a brilhar
Como é possível viver esse amor com medo de arriscar?
E a sinfonia toca
O pulsar do meu coração ressoa
Como pássaro que canta
Borboleta que voa
Vou me entregando pra você
Sem medo, nem receio
Não preciso me preocupar
Você é meu anjo que me guarda,
Vem e me leva pra voar?
Sou humano, pequeno
Mas minha peculiaridade é o amor
Que gela quando você parte
Mas quando te vê queima com fulgor
Você é força maior, algo surreal
Não existem palavras bonitas
Que possam sequer expressar
A beleza do seu sorriso
A imensidão do seu olhar
Uma estrela cadente, um pedido nada mais
Que você fique aqui pra sempre e ainda assim nunca será demais
Minha canção é o amor
Vou seguir a passarada
Vem comigo anjo meu
Eternizar-nos nessa madrugada
Vem... 



Natália Brito e Alexandre Sampaio


Natália, foi bom escrever com você, foi bom ter suas cobranças...
É sempre bom compartilhar sentimentos com você.
Te amo muito ♥

05 abril, 2011

    As vezes, abro isso aqui e não vejo graça, largo de escrever pra não ferir ninguém. As vezes escrevo propositalmente, pra que saibam o que estou sentido e se importem comigo. Mas nada, nada disso é suficiente pra quebrar esse bloqueio que há em mim. Nada desfaz a carência que eu sinto, a vontade de ter mais e mais pessoas ao meu redor, pra que suma de vez o medo da solidão que me leva, pouco a pouco.

27 março, 2011

Liberto

     Liberdade total, sem medo de viver, comer e beber. Gritar total e geral que amo a Liberdade, que correntes não me fazem preso ao chão... Eu sonho, estou livre pra flutuar, seguir meus pensamentos, que me levarão ao longínquo. Dane-se os que estão no chão, posso ir e vir sem impedimentos.
     Meu passado foi deixado em vales profundos, agora sou da Liberdade. Me expresso e ando como quero, ouço só o que me agrada e claro, rio levemente, sarcasticamente, maleficamente, orgulhosamente. Ninguém pode me obstar, pois tenho comigo a Liberdade. Eis que agora se faz minha melhor amiga.

23 fevereiro, 2011


Se conhecessem a essência, não falariam da aparência!
   O AMOR fez questão de passar novamente, fazer com que eu reviva a mesma história... Aquela do amor não correspondido, que perfura, rasga e tortura, mas, que te faz sentir humano, sem precisar questionar a razão da vida!

11 fevereiro, 2011

   Vou me trancar de todos vocês que me cravam espinhos. Me defender de todos que pareciam legais comigo. Afastar-me-ei de todos que eu admiro; quem sabe sou admirado pela solidão. Quem sabe não me apelidam de mais uma coisa, já que são mestres em fazer isso.
    Simplesmente não sei por que acreditar em amizades que são apenas desastres... O problema é que são coisas humanas, dar valor em quem não merece. Definitivamente, não compensa mais chorar por amizades perdidas, ainda menos pelas que se ganha. São todos seres humanos frios, sem sal, iguais a todo instante; tomados pela frieza do sucesso e pela necessidade de superação. Infelizmente os estranhos na sociedade de hoje são os que amam, e os que se entregam sem pensar nas consequências. 

09 fevereiro, 2011

     "E quando aquela estrela cadente passou, só me veio à cabeça meus sonhos que parecem impossíveis, meus desejos mais profundos; aqueles que dificilmente se realizarão, mas que me farão ir ao extremo, ao limite da realidade."

02 fevereiro, 2011

Seja, e não espere!

Complicado viver nesse mundinhozinho infame, que nos faz engolir tudo já mastigado, sem que possamos nos expressar. Quando temos ideias, nos fazem devorá-las e elas descem amargas.
Por que eles têm tanto medo de opiniões? Será que é por que não querem que sejamos revolucionários? Têm medo de sermos como os jovens das décadas passadas, que fizeram mudanças e nos deixaram o exemplo? Estão nos empurrando um monte de sacanagem para esquecermos de tudo que ocorreu e quão importante foram aquelas passeatas, greves e revoluções.
Enquanto vemos tv e mechemos no computador, nos tornamos a geração da preguiça, que não faz nada pelo futuro, que não vai deixar um legado, que vai ser apenas a vergonha do século. Como diria Renato Russo, somos a geração Coca-Cola. Onde estão os jovens espíritos que buscam o melhor pra o futuro e para os filhos de seus filhos? Onde estão aqueles que lutariam por um país melhor, sem corrupção, sem vagabundagem, sem trambicagem?
Fomos todos tapados, vendados pelo governo que nos diz o que fazer e não fazer com o papozinho de ética e moral. Querem saber? Quero que isso tudo voe pra o espaço. Torço para que todos tenham seus olhos de volta, suas ideias próprias, o espírito crítico que deveria ser nossa sombra, princípio norteador.
Infelizmente estamos guardados em gavetas, esperando que nos abram. Que alguém tenha a coragem de lutar!

 

29 janeiro, 2011

É como dizem, sempre chega a vez.

    Eu nunca imaginei que aconteceria comigo, ouvia todos falarem de despedidas, beijos e abraços. Todos dizendo o quanto era ruim ver um amigo partir, mesmo que pra uma cidade próxima, mas é triste. Eu pensava que demoraria pra dizer que isso é chato, mais chegou tão rápido, que eu não esperava. Hoje vejo que dar valor é importante, pois, crescemos e nos separamos, sem mesmo um abraço forte. Eu queria que houvesse tudo em um só lugar, para que "despedida" fosse uma palavra abominada do dicionário. Sentir saudade é tão irritante, insuportável, como suportar isso?
    Não queria que a vida fosse repleta de lágrimas, só queria que fosse divertida, nada mais do que cômica.
    Só queria ter todos comigo, pra sempre. Sem dividir, repartir, dar, nem vender, pois, são meus. Sou possessivo.
    ... Por que rir, desabafar, compartilhar, com qualquer um não é fácil, tem que ser aquela pessoa que entende, não te passa a mão na cabeça, mais te ensina de forma diferente, que te bate com amor, que te esconde quando comete bobeiras, que gosta das mesma músicas antigas, que completa o refrão quando você começa... E como fazer isso tudo se essa pessoa vai estar longe? Chorar? Não, quem sou eu pra impedi-la de ir, sendo que o melhor estará lá?
    Então você corta o choro e sorri, e pensa positivo... Ela vai voltar um dia!

28 janeiro, 2011

Saiba.

    Só sabemos, que mesmo não sabendo de nada, podemos saber de alguma coisa, que algum dia nos provará que dela realmente nada sabemos. Nem mesmo eu sei, quem sabe eu soubesse de mim, só que me perdi, sem mesmo saber ao certo onde me achar.

25 janeiro, 2011

Conforme-se

   E quando você pensa que é bom, surgem pessoas melhores, e te mostram que tudo é questão de experiência, mais nem sempre tão boa. Você vê que para estar entre os melhores é preciso frieza e descobre que não quer aquilo. Você começa enxergar tudo de outra maneira, percebe que os insignificantes são os melhores, que eles é que estão sempre do seu lado. Não importa o tamanho das orelhas, o tamanho do nariz, nem mesmo o peso, eles que serão os melhores no futuro.


Portanto, tenho muito a crescer.

   Vou contar um segredo... Nunca queira escrever nada, deixa que as ideias venham e te façam escrever, isso que é o bom, não planeje.
   Não se pode forçar as palavras a ficarem bonitas ou bem colocadas, são só palavras, a diferença é o sentimento que você coloca nelas.
   Amor é uma palavra simples, mas se é uma criança que te fala, amor é o que ela sente por seus brinquedos. Se é uma adolescente, amor é o que ela sente pelo garoto mais bonito da escola. Se é uma jovem, amor é o que ela sente por si mesma Se é uma mulher, amor é o que ela espera todos os dias de um homem que ela ainda acredita que pode ser perfeito. Se é uma velhinha, amor é o simples fato de saber que veio ao mundo e fez tudo que devia ter feito. Entende?




Natália Brito

20 janeiro, 2011

      Meu espelho não me agrada, minha sombra não é mais minha amiga, nem sou tão feliz assim, se você pensa se engana, sorrio, claro, todos têm que sorrir. Somente a capa não combina mais. O reflexo mente pra mim, as pessoas tentam me convencer, não dá mais. Eu tento me mostrar forte, mais a fraqueza supera, eu tento me fazer superior, mais não engano ninguém. Todos sabem que não sou assim, sabem que eu choro pela noite.
     Perdoem me não sei nada da vida, tento enganá-la só isso. Não tento ser eu mesmo, somente o robô que todos querem que eu seja.

16 janeiro, 2011

    Viver sem orgulho do que fiz não tem significância, pois, tudo que fiz e faço, me trouxe ou ainda trará bons resultados; não sei quando, apenas espero, sem me preocupar, aproveitando as chances, corrigindo os erros, fazendo novos acertos, e transformando cada momento em grandes lembranças.
"E minha invisibilidade involuntária continua aumentando. Cada vez menos notado, ou lembrado. Minha falta é que faz de mim uma célebre memória."