21 abril, 2012

Soneto à Natureza

Robustas matas selvagens, donas de peculiaridade flamejante
O brilho do orvalho na delicada folhagem. Troncos elegantes
Frechas. Vitrais. Vitamina diária da semente germinante
Perdeu-se pelos anos, o perfume natural, hoje tão distante

Estamos perdidos, em uma época covarde, apenas abate
Árvores caem a todo instante, cenários em rubro nuance
A humanidade como erva daninha tomou todo o espaço
Sugando como cipós. Narcisista e venenosa. Pungente

Do alto ao chão, funéreo instante ao qual assistimos silente
Poluídos espelhos d'água que não refletem mais o amarelo ouro
Vitalidade, que um dia se esgotará. Luta pela vida, novamente

Onde estão os típicos sons da natureza?  Reclamam por aí
Desfaleceram com os ataques, a intensa exploração, que pena
Lamento, todo o vigor da natureza, substituído por lixo.

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