08 março, 2013

Olha o ônibus!

       Queria saber a razão para tanto criticarem o transporte público aqui em Goiânia. Reclamam de tudo, da quantidade de pessoas, do preço, de tudo. Como assim? Não entendo tal ódio por ônibus lotado. É tão triste pegar ônibus vazio e não ter ninguém para te contar a vida, para vomitar, e para ficar te olhando. Quando é vazio, o sono logo bate e ninguém te impede de tirar um cochilo, nem mesmo o medo de ser roubado, já que as chances são menores. Mas em uma superlotação, é pura adrenalina, lutar contra o sono e ainda ter percepção do celular no bolso. Uma piscada. Mão no bolso. Desespero. Obviamente, é muito mais legal lutar contra a sonolência, aliada da fome e do calor. Ninguém pensa no lado divertido das coisas, na emoção de levar uma pisada no dedão, cuja unha, está encravada. E outra, em ônibus vazio, bundas não se cumprimentam, ficam distantes, sem esfrega-esfrega. Quem é que não gosta? Eu adoro, profundamente! Só não amo mais que terminal, onde todos respeitam os passageiros descerem para depois entrar no ônibus, formando um fluxo perfeito de xingamentos. Lógico que isso é pouco dentro de tantas outras coisas que acontecem, como exemplo, a mochila ficar presa entre as pessoas, e mesmo puxando, ela não passar. Resultado? Caras feias, muitas caras feias. Só que o ponto logo chega, passa rápido, depois de parar em um terço dos semáforos da cidade e em todos os pontos do caminho. Você desce e nem se lembra do que aconteceu, torna-se apenas mais uma carona em um Mercedes Benz, e veja só, é tamanho família.