30 dezembro, 2013

Me declaro: Eterno Amante

Ah, Doces Palavras...
Venham quando quiser.
Venham como quiser.
Façam de mim Papel,
Sejam Estrela Guia
Ou Cadente, caiam...
Dopando-me hoje.
Dopamina doce,
Ao sangue vermelho
Correndo quente.
Se façam de oxigênio
Mantendo-me vivo,
Forte e lúcido para
Usá-las nos momentos
Mais inesperados:
Na alegria, na tristeza,
Na saúde, na doença,
No sufoco, na liberdade,
Na vida, até a morte.
São meus votos.
Toda minha garantia de
Fidelidade Eterna a
Qualquer oportunidade
De depositá-las no papel.

Última Dança

Eram pulmões cheios
Cheios de água do lago
Lago frio, fundo e carregado.
Carregado de almas
Almas perdidas, bem ali.
Ali que era refugio
Refugio dos apaixonados
Apaixonados pela mãe
Mãe verde e radiante
Radiante de louvor
Louvor dos que ali viviam
Vivos por sua arché
Arché florida naquela estação
Estação tropical, flamejante.
Flamejante era a dança
Dança quente e envolvente
Envolvendo os cata-ventos
Cata-ventos dobrados delicadamente
Delicados namorados do vento
Vento que os excitava
Excitava-os todas as noites
Noites de dedicação
Dedicação pura ao espírito
Espírito esse, livre.
Livre de consciência
Consciente e apto para voar
Voar solto no mato
Mato que esconde os pulmões
Pulmões mortos de amor.