30 dezembro, 2013

Última Dança

Eram pulmões cheios
Cheios de água do lago
Lago frio, fundo e carregado.
Carregado de almas
Almas perdidas, bem ali.
Ali que era refugio
Refugio dos apaixonados
Apaixonados pela mãe
Mãe verde e radiante
Radiante de louvor
Louvor dos que ali viviam
Vivos por sua arché
Arché florida naquela estação
Estação tropical, flamejante.
Flamejante era a dança
Dança quente e envolvente
Envolvendo os cata-ventos
Cata-ventos dobrados delicadamente
Delicados namorados do vento
Vento que os excitava
Excitava-os todas as noites
Noites de dedicação
Dedicação pura ao espírito
Espírito esse, livre.
Livre de consciência
Consciente e apto para voar
Voar solto no mato
Mato que esconde os pulmões
Pulmões mortos de amor.

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