05 agosto, 2014

Num cubo branco enlouqueço
Milimetricamente a voz ecoa
Seu som distorce o que acredito ser
Há um vazio dentro do cubículo
Sem referências a mobília ou gente
Falo do coração, batendo sem sangue
Parece sem motivo o seu pulsar.
O eco da minha voz ressoa dentro dele
Suas vibrações me distorcem a audição
Ouvi que vinha me visitar ontem à noite
Inclusive havia sonhado com seu perfume
Quando abri os olhos essa manhã, só vi claridão.
Dê-me a liberdade de viver na verdadeira luz
O branco das seis faces é profundo para mim
Confundem meus sentidos e me fazem delirar
Preciso de cores rasas e frescos ares para respirar.

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