06 agosto, 2015

Da colina o sol clareou
Eram nuances vívidas de amarelo
Os primeiros raios sorriam no céu
Iluminavam a pele branca e macia
Que refletia a doçura da manhã
A brisa fina, fria e seca
Resfriava a pele de ombros pelados
E a gravidade pesava sobre os fios de cabelo
Era o início perfeito de um dia...
Pela fresta da cortina o calor entrava
Listrava um corpo que se estendia na cama
E sobre ele um braço, pós abraço
Que afagava com leves passadas de mão
Enquanto os olhares se encontravam
Falavam, compartilhavam segredos
E o sonho de trilhar o mesmo fôlego.
Havia clarevidência e se adivinhavam
Entre pele, sorrisos e beijos.
O clarão do dia fulminava em seus corpos
À medida que o ar se esvaía de seus peitos.
No silencio anecoico do quarto
Mergulhavam inebriados no infinito do outro
Que eram labirintos cheios de corredores longos, claros e vazios
Agora preenchidos por tons pastel
De um amor de inverno, quente como verão.

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