28 fevereiro, 2017

Ontem foi igual hoje
Hoje é o mesmo que amanhã
Um coração aqui, outro ali
Um desalmado cá, outro de lá
Sempre o mesmo tictaquear
Frio cedo, sol, chuva crepuscular
Muita gente que gosta de brincar
Um playground grande para se deliciar
Sobe e desce, gira e para, vai e vem
Meia volta no repeat, meu bem
Moleque louco é o que mais tem
Não se engane com sorrisos e flores
Incisivos limpos e molares podres
Olhos negros cegos cheios de desamores
Sem empatia com seu  joelho ralado
Querem é foder você de lado
De forma seca,  dura e latejante
Há apenas ereção, quiçá tesão
É só pau querendo ser gente
Brincando infeliz e sempre impaciente
Chegam, tomam e mentem
Vão embora antes que peça que se sentem
Mas não espere muito, eles nao se ressentem
É lugar de malandro, se criam em bando
Modificados para serem safados
O ingresso custa sua ingenuidade
Pois se aprende a malícia e a sagacidade
Antes de alguém te comer, não fique de quatro
Corra, fuja para longe daqui
O amor não se encontra nessa cidade!

15 fevereiro, 2017

Contemple o sol vivo dentro de si
Desperte-se uma radiante manhã
Preencha de calor o seu sorriso
Ilumine-se de áureas labaredas
Seja própria luz de seus caminhos
Forte muralha de energia fluida
Contamine com a luz do seu olhar
Transcenda o equilíbrio que há em ti
Alegra seu coração com paz
E distribua amor por onde passar




13 fevereiro, 2017

Era tristeza ali
Talvez sadismo
Era necessidade
Uma loucura
Queria prazer
Jogava assim:
“Bate aqui
Xinga dali”
Humilhação
Hematoma
Nada no corpo
Nada visual
Era na alma
Tudo interno
Tudo obscuro
Era vítima
Sofria calado
Arisco
Arrepiado 
Tentativas diárias
de um amor frustrado