13 agosto, 2017

No fogo daquela noite me perdi no seu olhar, que dizia ferozmente a fome que sentia de mim. Nas chamas que dali me atraiam, me envolvi e me entreguei, pois seu domínio era o que me supriria. E pós abstinência de você, pouco importava me conter. Solto de mim, mas preso em seu corpo, num ritmo libidinoso, dancei aquele som que aprendi com você. Suas mãos ainda perdidas em mim, encaixavam-se aos poucos nos vazios do meu desejo e  preenchiam cada espaço mal elaborado em mim. E desses espaços inabitados por mim, surgiram ondas de arrepios que passaram a me controlar. Mais uma vez, me perdi no espaço e meus limites se confundiram com os seus, quando em mim se meteu e sorriu.

09 agosto, 2017

Sentado no bar, pensei em você. Mas não pense que bebi, pelo contrário, me embriaguei de você. E sem conseguir conter, lágrimas começaram a escorrer. sem poder disfarçar, pedi tequila e disse que era de amor que eu chorava. Pois depois de bêbado, poderia, sem medo, desabafar.